quinta-feira, 5 de abril de 2012

músicas de capoeira

QUEM NUNCA VIU (FICAG mokyklos himnas)
Autorius: Mestre Jaiminho (FICAG)

Quem nunca viu,
Hoje vai ver, vai ver!
Artes Das Gerais
Capoeira pra valer! (Quem nunca viu)
Quem nunca viu, [Kein nunka vyu]
Hoje vai ver, vai ver! [Ožy vai ve(r) vai ve(r)]
Artes Das Gerais [Arčės Das Žėrais]
Capoeira pra valer! [Kapueira pra vale(h)]
Tocou berimbau, [Toko(u) birimbau]
Tocou pandeiro. [Toko(u) pandeiru]
Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais]
É capoeira, o ano inteiro. (Quem nunca viu) [É kapueira, u an(u) inteiru (Kein nunka vyu)]
PRIEDAINIS
Jogo em cima, [Žiogu ein sima]
Jogo no chão. [Žiogu nu šiau]
Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais]
É capoeira, esporte de ação. (Quem nunca viu) [É kapueira, espo®č~dži~asau (arba espo®t~d~asau)]
PRIEDAINIS
Tá na Europa, [Tá na Europa]
Lá na Alemanha. [Lá n~Alemanja]
Artes Das Gerais [A®čės Das Žėrais]
É capoeira, é arte manha. (Quem nunca viu) [É kapueir~é  a®či manja]
PRIEDAINIS
Muita energia [Muit(a) ene(®)žija]
E muito axé. [I muit(u) ašé]
O samba reggae [U samba ®egi]
A galera, dé no pé!!! (Quem nunca viu) [A galera, dé nu pé]
PRIEDAINIS
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NAUJAS FICAG HIMNAS
(daina iš tiesų sena, sukurta vieno iš buvusių Mestre Museu mokinių, atnaujinta 2008, įtraukta į naujausią Mestre Museu albumą) 

E eu sou, sou Artes das Gerais
Sou do grupo que joga ligeiro
Tem golpe certeiro em busca de paz
Eu sou, sou Artes das Gerais [Eu sou, sou Arčės das Žėrais]
Sou do grupo que joga ligeiro 
[Sou du grupu ki žioga ližeiru]
Tem golpe certeiro em busca de paz 
[Ten' golpi serteiro ein buska da paiz]

Tem mestre que pensa, que é mestre [Ten' mestri ki pensa k~e mestre]
E põe na cintura sua graduação [I poi na sintura sua graduasau]
Que sai pelo mundo a fora [Ki sai pelu mundu a fora]
Só dando (=Soltando) pernada, pensando que é bom  [So dandu (=Soltandu) per(=h)nada, pensandu k~ é bom]
Eu faço parte de um grupo bonito [Eu fasu par(=h)či du grupu bonytu]
A onde cada(=todo) dia eu aprendo mais [Ondži kada(=todu) džya eu aprendu mais]
Quem quiser conhecer nosso grupo [Kein' kyze® konjese® nosu grupu]
Venha fazer parte do Artes das Gerais [vė(n)ja fazer par(=h)či d~Arči(s) das Žėrais]
Mas eu sou...
Eu sou, sou Artes das Gerais
Sou do grupo que joga ligeiro
Tem golpe certeiro em busca de paz
(choras dažniausiai dainuoja ne tik priedainį, bet ir visą stulpelį)
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AMIZADE (iš Chita Preta ir Ié-ié albumo "Amizade é o fruto do tempo", 2010 m.)
Autoriai: Chita Preta, Ié-ié, Baleia, Café, Jefinho, Mestre Museu (FICAG)

Amizade só cria com o tempo
Amizade não tem momento
Amizade é um fruto que nasce
Amizade só colhe com o tempo
Amizade só cria com o tempo [Amizadži só krija kou(m) tempu]
Amizade não tem momento 
[Amizadži nao tein' momentu]
Amizade é um fruto que nasce [Amizadži é~u(m) frutu ki nasi]
Amizade só colhe com o tempo [Amizadži só koli kou(m)~u tempu]
Amizade é um sentimento [Amizadži é um senčimentu]
Que muito não sabe o que é [Ki muitu nãu sabi~u ki é]
O respeito com o companheiro [U respaitu ko(m) u kompanjė(i)ru]
Amizade grande de fé [Amizadži grandži dži fé]
PRIEDAINIS 
Quem tem amizade tem sentimento [Kein' tein' amizadži tein' senčimėntu]
Quem tem dendê tem fundamento [Kein' tein' dendê tein' fundamėntu]
Amizade é o fruto que nasce [Amizadži é~u frutu ki nasi]
Amizade é o fruto do tempo [Amizadži é~u frutu du tempu]
PRIEDAINIS 
Amizade é como a criança [Amizadži é komu~a krijansa]
Que nunca perde a esperança [Ki nunka perdži a esperansa]
Esperança de um bom amigo [Esperansa dži um bou(m) amigu]
Pra ficar sempre na lembrança [Pra fika(®) sempri na lembransa]
PRIEDAINIS
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A MARÉ LEVOU (iš Chita Preta ir Ié-ié albumo "Amizade é o fruto do tempo", 2010 m.) 
Autorius: Mestre Museu (FICAG)

A maré levou aiaiai
A maré levou 
A maré levou aiaiai 
A maré levou  
Me leva maré
Para onde você for
Me volta maré
Pros braços do meu amor (a maré levou)
PRIEDAINIS 
Quando eu vou não sei se volto
Se aqui fico mais não
Quem sabe é Deus do céu
Dono do meu coração (a maré levou)
PRIEDAINIS 
O meu barco foi pro mar
O meu barco naufragou
E traz maré
O barco do pescador (a maré levou)
PRIEDAINIS
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SEU MOÇO (nauja) 
Autorius: Mestre Museu (FICAG)

Ô (=Seu) moço, eu não sou daqui
Ô moço, eu não sou de lá
Seu moço, eu sou capoeira
Seu moço, eu vim vadiar
Ô (=Seu) moço, eu não sou daqui [Ô (=Seu) mosu, eu nãu sou daky]
Ô moço, eu não sou de lá 
[Ô mosu, eu nãu sou dži lá]
Seu moço, eu sou capoeira
 [Seu mosu, eu sou kapueira]
Seu moço, eu vim vadiar [Seu mosu, eu vim vadžia(h)]
Sou cabra forte do sertão [Sou kabra forči do ser(=h)tãu]
Peguei touro bravo bom [Pegei to(u)ru bravu bom]
Não sou de areia não [Nãu sou dži~arėja nãu]
PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras)
Me ensina me a jogar [Mi insina a žioga]
Ter tempo para treinar [Te® tempo para treina]
Família quero criar [Famylja keru krija(®)]
PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras)
A vida me ensinou, [A vyda mi ensinou]
Meus pais disseram também, [Meus pais džiserau tambein']
Que o fraco morre sem tentar [Ki u fraku mo®i sein tenta]
E o forte morre contente. [I~u fo®či mo®i kontenči]
PRIEDAINIS (1 kartą dainuoja solistas, 1 kartą - choras)
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DINHEIRO (nauja)  (antra daina, nuo 3:30)
Autorius: Mestre Museu (FICAG)

Dinheiro não é tudo na vida,
Dinheiro não traz salvação,
Ele pode ser seu problema,
Mas meu Deus tem a solução (pra dinheiro...)
Dinheiro não é tudo na vida [Dži(n)ieiru n(ã)u~é tudu na vyda]
Dinheiro não traz salvação [Dži(n)ieiru nãu tra(i)z salvasãu]
Ele pode ser seu problema [Eli podži se® seu problema]Mas meu Deus tem a solução [Mas meu Deus ten' a solusãu]

Berimbau tocou baixinho,
O meu corpo se arrepiou.
Sei que meu Deus nunca falha,
Sei que ele nunca falho. (pra que dinheiro...)
PRIEDAINIS 
O homem pode comprar o mundo,
Tudo que ele criou,
Mas dinheiro não compra a vida
Que Deus lhe deu com amor (pra que dinheiro...)
PRIEDAINIS  
Abrace seu Deus poderoso,
Ele é o seu protetor
Com deus é só alegria
E Jesus é o seu salvador! (pra que dinheiro...)
PRIEDAINIS  
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EU SOU MANDINGUEIRO QUILOMBOLA  (tekstas gali nežymiai skirtis)  (rodos versija)
Autoriė: graduada Sinhá (Oficina de Capoeira)

Mandingueiro de Luanda
Mandingueiro de Angola
Eu sou mandingueiro Quilombola (O que é que eu sou?)
Mandingueiro de Luanda [Mandžinge(i)ru dži Luanda]
Mandingueiro de Angola 
[Mandžinge(i)ru dži Angola]
Eu sou mandingueiro Quilombola
 [Eu sou mandžinge(i)ru Kilombola]
Fui trazido no navio negreiro
Escravizado por estrangeiro
Tratado como um animal
No chicote senhor feudal (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
Do trabalho eu não fugi
Mas dos maus-tratos isso sim
Ainda sinto a dor das correntes
Do sofrimento daquela gente (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
Foi na áfrica que eu nasci
Mas no Brasil eu me criei
Sinto saudade do meu povo
Essa dor que corrói meu corpo (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
As favelas e guetos de hoje em dia
É a herança de pura covardia
E a cor da pele e a desigualdade,
Não se vé negro na universidade (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
Mas a guerra civil destruiu Luanda
O ódio a guerra é uma vergonha
E eu sou um malungo do navio negreiro
Em minha terra sou estrangeiro (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
Chama Zumbi, chama Ganga Zumba
Chama Seu Bimba, chama Mandela
Que eles voltem aqui para semear a paz
E o negro ter mais valor (O que é que eu sou?)
PRIEDAINIS
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SOU UM BARCO NA IMENSIDÃO DO MAR
Autorius: Mestrendo Charm (Abadá Capoeira)

Sou um barco, na imensidão do mar
Com saudade de meu porto.
Navego, navego, navego nas ondas do mar
Vento me sopra de novo
Sou um barco, na imensidão do mar [So~um ba®ku na imensidau du ma(®)]
Com saudade de meu porto. 
[Kon saudadži du meu po
®to]
Navego, navego, navego nas ondas do mar 
[Navegu navegu navegu nas ondas du ma
(®)]
Vento me sopra de novo 
[
Ventu mi leva pra la dži novu]
Sou um barco, na imensidão do mar
um grão de areia no deserto
uma estrela no céu a clarear
solta na imensidão do universo
PRIEDAINIS
Sou um barco no meio da tempestade
com águas querendo me afogar
mas eu aprendi com o meu mestre
que o peixe tem que saber nadar
PRIEDAINIS
Sou um barco e o leme é meu mestre
Que me guia pela imensidão do mar
Viajo pelo mundo inteiro
Mas seus conselhos sempre vou escutar
PRIEDAINIS
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GERAÇÃO DEPOIS DE BIMBA
Autorius: Professor Cascão (Luandangola)

Eu sou uma geração depois de Bimba
Eu sou o fruto da regional
Eu vou na cadência mais em cima
Eu vou no toque do berimbau
Eu sou uma geração depois de Bimba [Eu so~uma žėrasau depois dži Bimba]
Eu sou o fruto da Regional. 
[Eu sou u frutu da 
®ežional(=u)]
Eu vou na cadencia mais em cima 
[Eu vou na kadensia mais ein' sima
]
Eu vou no toque do berimbau 
[
Eu vou nu toki du berimbau]
Angola luta que veio do N'golo
Luanda, da Angola é o capital
Bahia, foi plantada a semente
Do batuque nasceu a regional
PRIEDAINIS
Não importa para mim o preconceito
Dificuldades vou usando pra vencer
Escudo forte eu fiz da minha capoeira
Filosofia, é meu jeito de ser
PRIEDAINIS
Não vou (pra) onde o vento me soprar (=levar)
Viajo pra buscar conhecimento
Saudade é a faca que faz cortar
Encontro vocês no meu pensamento
PRIEDAINIS
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VENTO QUE BALANÇA CANA NO CANAVIAL
Autorius: Caxias (Abadá Capoeira)

Vento que balança cana no canavial
Vento que balança cana no canavial
(Olha o vento)
Vento que balança cana no canavial [U ventu ki balansa kana nu kanavial(=u)]
Vento que balança cana no canavial [
U ventu ki balansa kana nu kanavial(=u)]
Na varanda da casa grande
Coronel descansava na rede
O escravo no canavial
Morria de fome e de sede (Olha o vento)
PRIEDAINIS
Na capela da fazenda
Sinha moça ia se confessar
Coberta com manto de renda
A joelhada no pé do altar (Olha o vento)
PRIEDAINIS
Sinhorinho no terreiro
Maltratava o erê
A mucamba na cozinha
Lamentava por nada fazer (Olha o vento)
PRIEDAINIS
Capataz atordoado
A noite galopava em desespero
Uma família de escravo
Havia fugido do cativeiro (Olha o vento, olha o vento)
PRIEDAINIS
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RODA JÁ COMEÇOU 

A roda já começou [A ®oda žia komeso(u)]
(Eu) Sinto (meu) corpo arrepiar [(Eu) Sintu (meu) ko®p(u)~a®epia(®)]
Arrepiar [A®epia(®)]
Entre nessa alegria [Entri nessa alėgrija]
É os Artes das Gerais que vai jogar [É os Artes das Gerais que vai jogar] 
Oioioiooo 
A roda vai começar [A ®oda vai komesa(®)] 
Oioioiooo  
A roda vai começar
Oioioiooo...  
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AMANHÃ TEM 

Amanhã tem
Amanhã tem
Amanhã tem uma roda na feira  
Amanhã tem
Amanhã tem [Amanja tein']
Amanhã tem 
[Amanja tein']
Amanhã tem uma roda na feira  [Amanja tein' uma ®oda na feira]
Amanhã tem... [Amanja tein']
Naujas "hitas", tai "soliakas" kol kas improvizuojamas...   
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AXÉ 
Autorius: Prof. Sapo (FICAG)

Axé e enrgia no canto
Axé é o que me faz jogar, Axé...
Axé e enrgia no canto
 [Ašé i ene(r)žyja nu kantu]
Axé é o que me faz jogar [Ašé é u ki mi faz žioga(®)]
Vem da língua africana
Quer dizer energia vital
Na roda de capoeira
O axé vem do berimbau, Axé....
PRIEDAINIS
Sou um grão de areia
Na imensidão do mar
Guiado pela vibração
Eu vou onde o axé me levar, Axé...
PRIEDAINIS
Trago comigo energia
E busco ensinamentos
Levo daqui alegria
E muitos fundamentos, Axé...
PRIEDAINIS
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MULHER BONITA 

Quem (arba Se) quiser mulher bonita
Vai pra (arba na) ilha de maré
Quem (
arba Se) quiser mulher bonita [Kein' (arba Si) kize(®) mulė(®) bonyta]
Vai pra (
arba na) ilha de maré... [Vai p(r)a (arba na) ilja dži maré]

Oh sereia, oh sereia
Oh sereia, oh sereia [O sėrėja, o sėrėja]
Oh sereia, oh sereia
Oh sereia, oh sereia...
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A MARÉ SUBIU 

A maré ta cheia ioiô
a maré ta cheia iaiá
A maré ta cheia io io 
[
A mare ta šeja jojo]
a maré ta cheia ia ia 
[A mare ta šeja jaja]

A maré subiu [A maré subyu]
Sobe maré [Sobi mare]
Oi a maré desceu [A maré desėu]
Desce maré [dessi mare]
(Olha maré de maré
Vou pra ilha de maré [Vou pra ilja dži mare]
Olha maré de maré
Vou pra ilha de maré)

Olha o pexe pulou na maré
olha o pexe pulou na maré
Olha o pexe pulou na maré [Oliu peiši pulou na mare]
olha o pexe pulou na maré
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VADIAÇÃO
Autorius: Boa voz (Abadá Capoeira) 
Chama iôiô
Chama iáiá
Berimbau me chama eu vou
Vadiar
Chama iôiô [šiama jojo]
Chama iáiá [šiama jaja]
Berimbau me chama eu vou [birimbau mi šiam(a)~eu vou]
Vadiar [vadžya®]
Não adianta
Tu tentar me segurar
Corrente já foi quebrada
E hoje eu quero é vadiar
PRIEDAINIS
Dizia a lei
É proibido vadiar
Mas eu sentia no peito
A vontade de jogar
PRIEDAINIS
Andei, vaguei,
Sem saber no que pensar
Sempre fui trabalhador
Mas também capoeira
PRIEDAINIS
De tocar meu berimbau
E uma cantiga levar
Mostrando meus sentimentos
Sem ninguém prejudicar
PRIEDAINIS
O bem e o mal
Nunca andaram de mãos dadas
Não escolhem preto nem branco
Ao findar esta jornada
PRIEDAINIS
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AMOR  (tekstas gali truputėlį skirtis)
Autorius: greičiausiai Mestre Pequines arba vienas iš tos pačios mokyklos atstovų (Capoeira Nagô

Amor é meu amor
Amor é meu amor
Amor é meu amor
Amor é meu amor
Você chegou, todo virou
Minha alma e todo o corpo arrepiou
Na dança do amor vou-lhe expressar
Que você é minha vida e nunca vou te deixar ... ô meu amor
Amor é meu amor (Amor...)
Amor é meu amor
Agora estou aqui
Só pensando em você
Quem ilumina meus caminhos (esse caminho)
Onde eu quero caminha (Pra poder eu caminhar)
A ginga já me leva
Como as ondas levam o mar
E o peito já palpita eu quero me apaixonar... amor
Amor é meu amor (Amor...)
Amor é meu amor
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A MARÉ A MARÉ ME LEVA AO CÉU  (kur tarime girdėsit tokią ne tai "lia", ne tai kažką panašaus sako, tai nekreipkit dėmesio - čia "liekana" nuo žodžio "olha", kuris bet kur dedamas gali būti su tikslu ar be jo. pas Mestre Pequines toks įprotis, jis kasantra žodi ta "lia" iterpineja)
Autoriai: Voador, Zumbi, Executivo (Capoeira Nagô)

A maré a maré me leva ao céu
A maré a maré me leva ao céu
A maré a maré me leva ao céu [A maré a maré mi lev~au séu]
A maré a maré me leva ao céu
A jangada me leva [A žiangada mi leva]
Pra outro lugar [Pr~outru lugar]
Eu não sei onde eu vou [Eu não sei ondž~eu vou]
Nas ondas do mar (a maré) [Nas ondas do ma(r) (a maré)]
PRIEDAINIS
O chicote me corta [O šikoči mi kor(=h)ta]
Me faz chorar [Mi faz šiora(r)]
Eu não quero mais isso [Eu não keru mais ysu]
Eu vou la pro mar (a maré) [Eu vou la pu ma(r) (a maré)]
PRIEDAINIS
Vou me embora da terra [Vou m~imbora da teh(=r)a]
Eu vou pro mar [Eu vou pru ma(r)]
No navio negreiro [Nu naviju negreiru]
Reza Iemanjá (a maré) [H(=r)eza Jemanžia (a maré)]
PRIEDAINIS
Eu perdi a ração [Eu per(=h)dži a r(=h)azau]
De meu sofrimento [Dži meu sofrimentu]
Por que a escravidão [Por(=h)ke~a iskravydau]
Não tem fundamento (a maré) [Não tein' fundamentu]
PRIEDAINIS
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A CAPOEIRA TEM VIDA
Autorius: Pretinho (Abadá Capoeira)

A Capoeira tem vida
Ela bate o coração
Ela tem sangue na veia
Sentimento e emoção
A Capoeira tem vida...
A Capoeira tem vida [A Kapueira tein' vyda]
Ela bate o coração 
[Ela bači~u korasau]
Ela tem sangue na veia [Ela tein' sangi na veia]
Sentimento e emoção 
[Senčimentu~i emosau]

A vida da capoeira
É ver seu filho crescer
Levar seu nome pro mundo
E a ela desenvolver
(A Capoeira tem vida...)
PRIEDAINIS

Ela bate o coração
Quando escuta o berimbau
Na roda tocando Angola
E o toque de Regional
(A Capoeira tem vida...)
PRIEDAINIS

Ela tem sangue na veia
Que as vezes arrepia
Quando escuta o cantador
A sua história contar
(A Capoeira tem vida...)
PRIEDAINIS

Ela mostra sentimento
Que muitas vezes chora
Quando vê um capoeira
Errado ela passar
(A Capoeira tem vida...)
PRIEDAINIS

Ela mostra emoção
Quando vê o iniciante
Na roda os primeiros passos
Levando ela adiante
(A Capoeira tem vida...)
PRIEDAINIS
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CAPOEIRA EU NÃO SOU DAQUI
Autorius: Sabiá 

Capoeira eu não sou daqui,
Eu sou de outro lugar
Minha vida é a capoeira,
Eu vou onde berimbau chamar
Capoeira eu não sou daqui, [Kapueir~eu não sou daky]
Eu sou de outro lugar [Eu sou dži outru luga(r)]
Minha vida é a capoeira, 
[Mynja vyda é a kapueira]
Eu vou onde berimbau chamar 
[Eu vou ondži bi(=ė)rimbau chama(r)]

Na mão levo o meu berimbau
No peito meus fundamentos
Quem comanda o jogo da vida
É força dos meus pensamentos
PRIEDAINIS

O meu pensamento é nela
No meu peito ela palpita
Quando eu vejo uma roda
O meu corpo se arrepia
PRIEDAINIS

Ouço a voz do berimbau
Treinando consigo ver
Capoeira é minha vida
Sem ela não sei viver
PRIEDAINIS

Capoeira é harmonia
É saudade de quem nos deixou
É um choro de uma viola
A lamento de um cantador
PRIEDAINIS

A saudade caminha comigo
Quem tem seu mestre de seu valor
A falta que faz o amigo
O mestre, um irmão, o professor
PRIEDAINIS
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MALANDRAGEM
Autorius: Professor Capu (Gingado Capoeira)

Malandragem só sai daqui
Quando essa roda acabar
Se o meu mestre disser “Iê”
Ou se Cavalaria tocar
Capoeira é antiga arte
Foi o negro inventando
Me diga quem é brasileiro
E não tem um pouco de malandro
Malandragem...

Oi malandro, é malandro [Oi malandr~é malandru]
Capoeira
Ê (Oi) malandro, é malandro
Na Bahia
Ê malandro, é malandro
Na ladeira
Ê malandro, é malandro
Malandragem
Ê malandro, é malandro
Na cultura
Ê malandro, é malandro
Negro canta
Ê malandro, é malandro
Joga e pula
Ê malandro, é malandro

Ê, finge que vai mas não vai
Bicho vem e eu me faço de morto
Mas se a coisa apertar
Pra Deus eu peço socorro
Entro e saio sem me machucar
Subo e desço sem escorregar
Vou louvando o criador da mandinga
O malandro que inventou a ginga
Malandragem...
PRIEDAINIS
O sol vai chão esquentar,
Calma moça, chuva vem esfriar,
Expressão do rosto da menina
Ao saber que essa é a minha sina
Bato forte não devagar,
Cuidado quando se levantar,
Berimbau já fez sua cantiga,
Coração me impulsa pra cima 
Malandragem...
PRIEDAINIS
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TA NA HORA DE JOGAR
Ta na hora de jogar
Vamos lá vadiar
Ta na hora de jogar [Ta na ora dži žioga(r)]
Vamos lá vadiar 
[Vamu(s) la vadžya(r)]
Eu vou, eu vou
Vou vadiar
Eu vou, eu vou [Eu vou, eu vou]
Vou vadiar 
[Vou vadžya(r)]
Quando chega a hora
Para mim é uma alegria
Eu pego no berimbau
E começo a cantoria
PRIEDAINIS
Berimbau me convidou
Eu não posso recusar
Benzo logo meu corpo
E entro para jogar
PRIEDAINIS
A roda passou do meio
Berimbau falou assim
O jogo termina agora
Mas a capoeira não tem fim
PRIEDAINIS
Pra quem vive capoeira
Quando o berimbau desarma
Dá uma tristeza no espírito
E os olhos enchendo d’água
PRIEDAINIS
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MUITO OBRIGADO
Oi nada tenho neste mundo, ai meu Deus
Nada tive a vida inteira
Só a emoção no peito
E o jogo da capoeira
Ao meu Deus muito obrigado
Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)]
Pelo Aú e pelo S-dobrado
Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)]
O meu mestre respeitado
Pela capoeira eu poder jogar [Pela kapueira eu pode žioga(h)]
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SINHÁ MANDOU CHAMAR (vertimas čia)
Autorius: Macaco Preto (Abadá Capoeira)

Sinhá mandou chamar
Sinhá mandou dizer
(Que) se o nego não vir/vim, vai apanhar (ô iaiá)
Mas nego não quer saber (Sinhá mandou chamar)
Sinhá mandou chamar [Sinja mandou šiama(®)]
Sinhá mandou dizer 
[Sinja mandou džyze(®)]
(Que) se o nego não vir/vim, vai apanhar [Ki(=ė) si o negu nao vi(®)/vin' vai apanja(®)]
Mas nego não quer saber 
[Ma(i)s negu nãu ke(®) sabe(®)]
Negro não quer saber
Se vai pro tronco de madeira
Pois o negro esqueçe tudo
Quando está na capoeira (Sinhá mandou chamar)
PRIEDAINIS
Antigamente
Era assim que acontecia
Se o negro não obedecesse
O capitão lhe prendia
Prá bater na covardia (Sinhá mandou chamar)
PRIEDAINIS
Hoje em dia é diferente
Com a abolição da escravatura
A corda que amarrou o negro
Hoje trago na cintura (Sinhá mandou chamar)
PRIEDAINIS
A dor era tanta
De ferir o coração
Pois sabia que o castigo
Quem lhe dava era o irmão (Sinhá mandou chamar)
PRIEDAINIS
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POR FAVOR NÃO MALTRATE ESSE NEGO
Por favor não maltrate esse nego
Esse nego foi quem me ensinou
Esse nego da calça rasgada, camisa furada
Ele é meu professor
Por favor não maltrate esse nego [Pu(®) favo(®) nau maltrač~esi negu]
Esse nego foi quem me ensinou 
[Esi negu foi kei~m~insinou]
Esse nego da calça rasgada, camisa furada 
[Esi negu da kalsa ®azgada, kamyza furad(a)~]
Ele é meu professor 
[el~é meu profeso(®)]
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BENGUELA MANDINGADA
Oi joga uma benguela mandingada [Oi žog~uma bengela mandžingada]
Com muito dendê [Ko~muito dendê]
Sobe no coqueiro tira côco [Sobi nu kokeiru čyra koku]
Pra fazer cocada [P(r)a fazė(h) kokada]
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MACULELÊ 

Ôh zaziê, Ôh zaziá
Ôh zaziê, Malangolê, malangolá
Ôh zaziê, Ôh zaziá
Ôh zaziá Malangolê, malangolá
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Maculelê é batida de bastão
Maculelê é batida de bastão [Makulelė 
é bačida dži bastau]Na batida, na batida 
Quero ver sua expressão
Na batida, na batida 
[Na bačida na bačida]
Quero ver sua expressão [Keru vė(®) su(a)~esspresau]
Tá, tá é batida pra marcar
Tá, tá é batida pra marcar
 [Tá, tá é bačida p(r)a ma®ká]
Tá, tá quero ver tu requebrá
Tá, tá quero ver te requebrá 
[Tá, tá kėru vė tū ®ekėbrá]
Balança o corpo remexe o corpo
Maculelê é dança de mexe corpo
Balança o corpo remexe o corpo [Balan(a)~u ko®po ®emeši~u ko®po]
Maculelê é dança de mexe corpo
 [Makulelė é dansa dži meši ko®po]
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No caminho da matamba, marumbeiro não vai lá
No caminho da matamba, marumbeiro não vai lá Eu vin cantar aruê, eu vim cantar aruá
Eu vin cantar aruê, eu vim cantar aruá
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Eu vinha passeando pela mata do Amazonas, como vai, como passou, sinhá dona?
Deus me de boa noite sinhá dona
Deus me de boa noite sinhá dona
Deus me de boa noite sinhá dona...
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Dainų tekstų tarimai surašyti daugiausiai pagal tai, kaip dažniausiai tariama tame regione, kur įsikūrusi mūsų mokykla - Belo Horizonte mieste, Minas Gerais valstijoje
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NAUJOJO MESTRE MUSEU ALBUMO DAINOS 
Mestre Museu - Capoeira Vol. 3

Daug kur tarimas lengvas, beveik nesiskiria nuo rašybos, tai jei neparašyta čia, ieškokit analogiškų žodžių dideliam tekstų faile ir aukščiau surašytose dainose...

1. DEIXA A LUA BRILHAR 
Autorius: Mestre Ceará

Se a lua brilhar
Deixa a lua brilhar
Deixa a lua brilhar
Olha eu sou capoeira
(Deixa a lua...)
Se a lua brilhar [Si a lua brylia]
Deixa a lua brilhar 
[Deiš~a lua Brylia]
Deixa a lua brilhar 
[Deiš~a lua Brylia]
Olha eu sou capoeira [Olia eu sou kapueira]

Abaixado ao pé do berimbau [Abaišiadu au pe du bėrimbau]
O capoeira faz sua oração [U kapueira faiz sua orasau]
Quando ele canta ele olha pra lua [Kuand~eli kant~eli olia pra lua]
Ora pra Deus, pede proteção [Ora pra Deus, pėdži protesau]
PRIEDAINIS

O capoeira que é bom capoeira [U kapueira k~ė bom kapueira]
Se cair sabe levantar [Si kayr sabi lavanta®]
Quando ele canta, ele olha pra lua [Kuand~eli kant~eli olia pra lua]
Gosta de ver o seu mestre jogar [Gosta dži ver u seu mestri žioga®]
Olha a lua... [Oli~a lua]
PRIEDAINIS

O capoeira que tem fundamento [U kapueira k~ė ten' fundamentu]
Ele canta e tem expressão [Eli kanta i ten' ispresau]
Quando canta ele olha pra lua [Kuandu kant~eli olia pra lua]
Pede pra Deus sua proteção [Pėdži a Deus sua protesau]
PRIEDAINIS
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2. QUEM ESPERA POR BIMBA
Autoriai: Nego Leo, Mestre Ceará

Quem espera por Bimba não cança [Kein ispera por Bimba não kansa]
Essa é a vida do jogador 
[Es~ė~a vyda do žiogado®]
Que desce e sobe ladeira, 
[Ki dessi y sobi ladeira]
Esperando o seu professor 
[Eisperand~u seu profeso®]

A saudade que tenho no peito
Traz a tristeza e também emoção
Quem conheceu mestre Bimba
Sabe que ele é de bom coração
PRIEDAINIS

Nego estivador, mandingueiro da Bahia
Que fazia as emboscadas,
No nordeste de Amaralina
PRIEDAINIS

Eu espero por Bimba,
Um dia eu vou encontrar
Neste dia vai ter grande roda
Quero ver esse gunga chorar
PRIEDAINIS
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3. VEM JOGAR MAIS EU
Autorius: Sorriso

Olha o Mestre que jogou benguela [Oli~o Mestre ki žiogou bengela]
Vem jogar mais eu... 
[Ven' žioga® maiz eu]
Olha o Mestre que jogou benguela
Vem jogar mais eu


Oi no jogo da benguela
Fundamento você vai buscar
Põe cadência nesse jogo
Na roda que vai começar
PRIEDAINIS

Berimbau quando toca benguela
Faz meu corpo arrepiar
Uma palma cadenciada
Um bom coro não pode faltar
PRIEDAINIS
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4. BERIMBAU NÃO ME DEIXO SÓ
Autorius: Sorriso

Berimbau não me deixe só [Bėrimbau não mi deiši só]
Berimbau não me deixe só


Oi me leva com você, para
Onde você for
Pode ser para capoeira
Que eu vou com muito amor
PRIEDAINIS

A roda esta formada
Berimbau vai comandar
A tristeza foi-se embora
A roda vai começar
PRIEDAINIS
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5. ÁGUA QUE CAI DO CÉU
Autorius: Sorriso

Água que cai do céu é pra molhar [Água ki kai do séu é pra molia]
Água que cai do céu é pra molhar


Manoel dos Reis Machado, Pastinha e Waldemar
Grandes mestres que se foram,
Para sempre vou lembrar
PRIEDAINIS

A maré dá vida!
Que me leva pra lá e pra cá
Lembro de mestre Bimba
Muita história pra cá
PRIEDAINIS

Na morte de Volta Grande
Sabe o que aconteceu
Água caiu do céu e mestre Bimba percebeu
Aquilo era um choro de um capoeira que morreu
PRIEDAINIS
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6. CAPOEIRA DA VIDA
Autoriai: Mestre Museu, Kerolaine

Capoeira ora por mim [Kapueira ora por my]
Capoeira choro por ela 
[Kapueira šioru por ela]
Capoeira é um dom de Deus [Kapueira é dou(=n) džy Deus]
Capoeira não fico sem ela [Kapueira não fyku sein ela]

Capoeira nasceu para mim,
Menino não fique sem ela,
Eu não consigo mais viver;
Lê, lê, lê, viver longe dela
PRIEDAINIS

Capoeira no meu coração,
Ela sempre bate forte,
Ela mudou minha vida.
Lê, lê, lê, trazendo sorte
PRIEDAINIS

O mundo dá muitas voltas,
O capoeira também,
As voltas que eu já dei
Lê, lê, lê, quem quizer pode ir também.
PRIEDAINIS
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7. IÚNA
Autorius: Monge

O canto de uma Iúna [U kantu džy uma Ijuna] 
Tem beleza natural 
[Ten' belėza naturau(=l)]
Mestre Bimba transformou 
[Mestri Bymba transfor(=h)mou]
Foi no toque de um Berimbau 
[Foi nu toky džy um birimbau]

Iúna é um jogo de formado
Oi, aluno não pode jogar
Mestre Bimba, lá de cima,
Tenho certeza que ele vai gostar
PRIEDAINIS

Se ele deixou fundamentos,
Nos temos que acompanhar
Eu tenho certeza, menino.
Sua hora também vai gostar
PRIEDAINIS

Solte seu corpo menino
Deixa seu corpo balançar
Eu sinto a presença de Bimba,
Oi, na roda que vai começar.
PRIEDAINIS
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8. BERIMBAU TA ME CHAMANDO
Autorius: Sorriso

Berimbau ta chamando seu Bimba ê [Bėrimbau ta šiamando seu Bimba ėėė..]
Berimbau ta chamando seu Bimba ê


Mestre Bimba esta no céu
Fazendo sua oração
Berimbau esta na terra
Fazendo sua saudação
PRIEDAINIS

Com um berimbau e dois pandeiros
As vezes fico a imaginar
Como era tradição
Da capoeira regional
PRIEDAINIS

Seu nome e Manoel
Mas de Bimba foi chamado
Simboliza a capoeira
Para sempre ser lembrado
PRIEDAINIS
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9. TEMPO BOM
Autorius: Mestre Ceará

É tempo bom 
Tempo que não volta mais
Me lembro da liberdade com Waldemar da PeroVaz 
[Mi lembro da liber(=h)dadži cou(=m) Valdema® da PeruVaz] 

Quem teve a honra de conhecer
E de ouvir suas histórias
Waldemar da Liberdade
Guardo na minha memória
PRIEDAINIS

Falecido em 90
Na velhice nos deixou
Na pobreza como os outros
Que a história consagrou
PRIEDAINIS

Cantaram pra Cobrinha
Aberrê e Paraná
Cantigas de capoeira
E eu canto pra Waldemar
PRIEDAINIS
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10. ADEUS SEU BIMBA
Autoriai: Mestre Museu, Mestre Ceará ir Toquinho

Adeus, adeus seu Bimba
Adeus, deixou saudade 
[Adeus, deišiou saudadži]

Mestre Bimba foi embora
Hoje chora o berimbau
Mais deixou aqui na terra
Patrimônio nacional
PRIEDAINIS

Foi embora pra Goiás
Aos 74 faleceu
Teve sorte seus alunos
Que com ele aprendeu
PRIEDAINIS

Lá no céu vai quem merece
Na terra vale quem tem,
E eu sem capoeira
Nunca serei ninguém
PRIEDAINIS
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11. É NOBALANÇO DA GINGA
Autorius: Sorriso

É no balanço da ginga [Ė nu balansu da žynga]
Que o berimbau me chama 
[Ki u bėrimbau mi šiama]
É no balanço da ginga 
Que o berimbau me chama


É berimbau esta tocando
Me chamando pra jogar
Ta chegando a minha hora
Peço a Deus pra me ajudar
PRIEDAINIS

É se balanço o meu corpo
Ao som do berimbau
Se a maldade esta por perto
Deus me livre desse mal
PRIEDAINIS
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12. SEU BIMBA
Autorius: Monge

Mas lá se foi seu Bimba [Mas la si foi seu Bimba]
Tocador igual não há, 
[Tokador igual nau a]
Ele foi para o infinito 
[Eli foi par~o~infinitu]
Para nunca mais voltar 
[Para nunka mais volta]
Tocador e muito guerreiro
Na roda não se vê
Onde toca um berimbau
Sinto saudades de você
PRIEDAINIS

Deixou muita alegria
Energia e muito axé
Seu nome entrou pra história
Sua alma foi pro céu
PRIEDAINIS

Ê salve seu Bimba
Canto sempre à lembrar
Até o fim da minha vida
A capoeira vou jogar
PRIEDAINIS
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13. EH BERIMBAU
Autorius: Cappuccino

Meu berimbau é uma beleza, [Meu bėrimbau ė uma belėza]
Foi na mata que eu achei assim 
[Foi na mata k~eu ašei asin]
Madeira lisa que não dá caroço 
[Mareira lyza ki nau da karosu]
Madeira boa que não dá cupim 
[Mareira boua ki nau da kupin]
Meu berimbau toca um lamento
Toca saudade e também toca dor
Toca no peito e no meu sentimento
Meu berimbau veio falar de amor!
PRIEDAINIS

Meu berimbau comanda a roda
Sempre em boa harmonia
Na cabaça, um arame e um pedaço de pau
Meu berimbau toca alegria
PRIEDAINIS
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14. CABELO DE NEGO
Autorius: Cappuccino

Cabelo de nego não entra pente, [Kabelu dži negu nau entra panči]
Nego faz é diferente! 
[Negu faz~ė džiferenči]
Cabelo de nego não entra pente,
 
Nego faz é diferente!
Cabelo de nego é rastafari [Kabelu dži negu~ė rastafari]
Cabelo de nego é pra raspar, [Kabelu dži negu~ė pra razpa®]
Cabelo de nego é enrolado [Kabelu dži nagu~ė einh(=r)oladu]
Cabelo de nego é pra trançar [Kabelu dži nego~ė pra trasa®]
PRIEDAINIS

Cabelo de nego é black power [Kabelu dži negu~ė bleky pawe]
Cabelo de nego é pra ouriçar [Kabelu dži negu~ė pr~orisa®]
Cabelo de nego é bem tranzado [Kabelu dži negu~ė bein trazado]
Cabelo de nego é enrolar [Kabelu dži nagu~ė pra~einh(=r)olar]
PRIEDAINIS
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15. MORREU DE SAUDADE
Autorius: Chita Preta ir Sorriso

Mestre Bimba morreu de saudade [Mestre Bymba moh(=r)eu džy saudadžy]
Da sua Bahia
Mestre Bimba morreu de saudade
Da sua Bahia
Mestre Bimba saiu da Bahia
Em Goiânia foi morar
Olha a dor no seu peito
Era vontade de voltar
PRIEDAINIS

Mandingueiro e lutador
Criador da regional
Sua história esta gravada
Oi no pé do berimbau
PRIEDAINIS
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16. HINO DO ARTES DAS GERAIS (NAUJAS FICAG HIMNAS) Tekstas yra viršuj

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ALBUMO "MENINO PÉ NO CHÃO" DAINOS 
Mestre Museu - Capoeira Vol. 2

Kai kurių priedainių tarimo surašyt dar nespėjau, o kai kurių dainų rasit surašyta ne tik priedainių, bet ir solo tarimą (labai ačiū Gintarei už didelį indelį)

1. MENINO PÉ NO CHÃO
Autorius: Mestre Museu 

Sou menino, pé no chão, [Sou mynynu pé nu šiau]
Eu sou menino, oiô, [Eu sou mynyn~ojo]
Sou menino pé no chão [Sou mynynu pé nu šiau]


Ê de pé no chão,
Vim da senzala, eu vim do gueto, oiô,
Vim pra ver você jogar.
PRIEDAINIS

Ê de pé no chão,
Passei fome, senti frio iô iô
Nunca mais quero passar.
PRIEDAINIS

De pé no chão,
Vim da senzala, eu vim do gueto oiô,
Reinaldo quem me ensinou.
PRIEDAINIS
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2. SINHAZINHA
Autorius: Mestre Museu 

Sinhazinha mãe, mãe negra,
Sabe dizer como é,
É é é, ela sabe dizer como é.
É é é, ela sabe dizer como é [É é é, ela saby ždyzė(h) komu é]
É é é, ela sabe dizer como é
É é é, ela sabe dizer como é ...

Sinhazinha foi morar,
Foi morar no mar além
Sinhazinha mão guerreira
Vem morar comigo vem.
PRIEDAINIS
Fala Zumbi de Palmares,
Por ele se apaixonou,
Sinhazinha foi se embora
Pro Quilombo e não voltou.
PRIEDAINIS
Sinhazinha foi morar,
Pro Quilombo ela foi,
Adeus Sinhazinha
Sinhazinha onde foi.
PRIEDAINIS
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3. ZUMBI GUERREIRO
Aurotiai: Mestre Museu ir Bitoka

Ê Zumbi, ê ê ê Zumbi 
Negro guerreiro [Negru geheru]
Negro assim ainda não vi. [Negru asin ainda não vy]


Na Senzala a vida é dura,
Vida não é mole não
Negro vive acorrentado
É tratado igual ao cão.
PRIEDAINIS

Trabalhava na lavoura
De baixo do sol ardente
Pede a Deus que algum dia
Ser tratado igual gente.
PRIEDAINIS

Negro não quer mais feitor,
Negro quer Ter liberdade,
Negro já não mais entende
Pra que tanta essa maldade.
PRIEDAINIS

Um grito soou de longe,
Todo mundo foi ouvir,
Era um grito de guerreiro
O seu nome era Zumbi.
PRIEDAINIS

Começava uma batalha,
Até hoje não acabou,
Negro ainda sofre muito,
Pra chegar onde chegou.
PRIEDAINIS
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4. VERGA DE BIRIBA
Aurotius: Branco 

Oi verga de beriba [Oi ve(h)ga dži biriba]
Pra fazer meu berimbau [Pra faze(h) meu birimbau]
Verga de Beriba [Ve(h)ga di biriba]
No toque da regional. [Nu~toki da h(=r)ežionau(=l)]
Da Beriba eu tiro gunga [Da birib(a)~eu~čyru gunga]
Tiro um médio e uma viola [Čyru u(m) medžiju y~uma vijola]
Pra tocar São Bento Grande [P(r)a toka(r) Sao Bento Grandži]
São Bento Grande de Angola. [Sao Bento Grandži dži Angola]
PRIEDAINIS
O gunga faz a chamada, [U gunga fa(i)z~a š(i)amada]
O médio faz a dobra. [U medžiju fa(i)z~a dobra]
Ai meu Deus como viajo [Ai meu Deus komu vijaž(i)u ]
No repique da viola. [Nu h(=r)epiki da vijola]
PRIEDAINIS
Oi no toque da benguela [Oi nu toki da bengela]
São Bento da regional [Sao Bento da h(=r)ežionau(=l)]
Criado por Mestre Bimba [Krijadu pu(r) mestre bimba]
Da nossa arte marcial. [Da nosa ar(h)či ma(h)sijau(=l)]
PRIEDAINIS
Waldemar da liberdade [Valdemar da libeh(=r)dadži]
Do arco íris musical [D(u)~a(h)ku iris muzikau(=l)]
Usava verga de Beriba [Us(=z)ava vehga dži biriba]
Pra fazer seu Berimbau [Pra faze(h) seu birimbau]
PRIEDAINIS
Seu Pastinha na angola [Seu Paščinja na angola]
Seu Bimba na regional [Seu bimba na h(=r)ežionau(=l)]
Todos dois usou beriba [Todos doijs us(=z)ou biriba]
Pra fazer seus Berimbaus [Pra faze(h) seu(s) Birimbau(s)]
PRIEDAINIS
Oi São Bento me ajuda [Oj sao bento mi až(i)uda]
São Bento me ajudou. [Sao Bento mi ažudo]
Berimbau já deu chamada [Birimbau ž(i)a~deu š(i)amada]
Oi pro jogo eu já vou [Oi pru žiogu eu~ž(i)a~vou]
PRIEDAINIS
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5. BATUQUEIRO
Aurotius: Mestre Museu 

É batuqueiro êre, [É batukeir~êre]
É batuqueiro êa [É batukeir~êa]


Eu sofro muito quando escuto
Alguém fala, eu choro muito,
Quando escuto alguém cantar,
Filho de Batuqueiro, criador da regional,
Ele é o Mestre Bimba
Seu nome é imortal.
PRIEDAINIS
Mas, hoje em dia, não adianta
Emitir, tanta saudade que chego
Emocionar, cultivador angoleiro
Regional, igual a este bom Mestre,
O mundo não tem igual.
PRIEDAINIS
Bate uma saudade, que não chego agüentar,
A dor no peito, quase eu fico sufocar,
Adeus seu Bimba, um dia vou lhe encontrar,
E dizer para você que eu sou capoeira.
PRIEDAINIS
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6. MANDINGUEIRO
Aurotius: Mestre Museu 

Deixa ele na mandinga, [Deš~eli na mandžinga]
Deixa ele mandingar, [Deš~eli mandžinga(r)]
A sua mandinga, menino, [A sua mandžinga mynynu]
Não pode derrubar. [Não podžy deh(=r)uba]


Deixa ele na mandinga,
Deixa ele mandingar,
Contra mandinga, ai meu Deus,
Bem me abençoa.
PRIEDAINIS

Deixa lê vim caindo,
Tentando no jogo pegar
Toma cuidado comigo, moleque,
Para não machucar
PRIEDAINIS

Menino que é mandingueiro,
Que ginga pra lá e pra cá,
Faça seu jogo bonito, moleque,
Deixa a mandinga pra lá.
PRIEDAINIS
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7. CLAREIA
Aurotius: Mestre Museu

Clareia, meu pai, clareia,
O fundo da escuridão,
Clareia meu pai clareia,
Vieram na embarcação.


Clareia, meu pai, clareia,
O fundo do coração,
Me traga paz alegria,
Sou capoeira meu irmão.
PRIEDAINIS

Clareia o negro sofrido,
Não tem mais solução,
Adeus pro preconceito,
Nunca mais escravidão.
PRIEDAINIS

Clareia meu pai a roda,
Tudo acontece lá,
Tem berimbau viola
Me lembra de Mestre Waldemar.
PRIEDAINIS
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8. O DRAMA DO NEGRO
Aurotius: Cappuccino

Sempre ouvi o senhor me dizer,
Sempre ouvi o senhor me falar,
Bota esse negro no tronco,
Chibata no lombo, quero ver sangrar.


Negro vivia na senzala,
Negro lamentava a solidão,
Ajoelhava e pedia,
Quero o fim da escravidão.
PRIEDAINIS
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9. BARAÚNA CAIU
Aurotius: Mestre Museu 
(čia daina visai ne ta pati, kaip corrida, kurios visas tekstas tėra “Baraúna caiu, quanto mais eu”)

Baraúna caiu, quanto mais eu, [Bara(j)una kaiu, kuantu maiz eu]
Quanto mais eu, Baraúna, [Quantu maiz eu, Bara(j)una ]
Quanto mais eu [Quantu maiz eu,] 


Ela caiu no matagal,
Ela não da pra fazer,
Berimbau, apanha logo menino,
Baraúna é um pau. Baraúna!
PRIEDAINIS

Deu cabeçada, deu martelo, deu pisão,
Pau de Baraúna menino não,
É mole não, Baraúna!
PRIEDAINIS

Baraúna é pau, é madeira de lei.
Jogar Benguela menino, é
Difícil também, Baraúna!
PRIEDAINIS
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10. MEU GUNGA
Aurotius: Sorriso 

Meu Gunga tocou São Bento,
Fez meu corpo arrepiar,
No toque do berimbau,
Capoeira eu vou jogar.


Berimbau esta tocando,
Eu vou para jogar,
Pois o toque de São Bento,
Você tem que mandingar.
PRIEDAINIS

O meu Mestre me falou,
Pois eu tenho que escutar,
Capoeira é um jogo,
Oi, Pode lhe matar.
PRIEDAINIS
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11. VENHA VER
Aurotius: Mestre Museu 

Oi venha cá, venha ver
Venha ver o que é [Venja ver~u ky ė]

(priedainis kartojamas po daug kartų)

Ô, venha ver,
O jogo da regional,
Criado por Mestre Bimba
Esta arte genial.
PRIEDAINIS

Ô venha ver,
Moleque de pé no chão,
Ferida na canela,
Jogando igual um cão.
PRIEDAINIS

Ô venha ver,
Muita tradição,
Capoeira regional,
Igual a de Bimba,
Não tem não.
PRIEDAINIS

Ô venha ver,
Para você aprender,
Quem não sabe não ensina,
Joga eu joga você.
PRIEDAINIS
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12. GINGA E BALANÇA
Aurotius: Sorriso 

Ginga e balança, balança e ginga, [Žing~i balansa, balans(a)~i žinga]
Eu quero ver, o balanço na mandinga. [Eu keru ve(r), u balansu na madžinga]
Meu berimbau, tem laço de fita, [Meu berimbau, te(i)n’ lasu džy fyta]
No meu pescoço patuá contra mandinga. [Nu meu peskozu patua kontra madžinga]
PRIEDAINIS
Ê, jogo de Angola e Regional, [Ė, žiogu dži~angola y h(=r)ežionau(=l)]
Jogo de dentro, não pode correr do pau. [Žiogu di dentru, nau podži kohe(r) du~pau]
PRIEDAINIS
Ê, entrou na roda, puxou a ginga, [Ė eintrau na (h~r)oda, puš(i)au a~žinga]
Balança o corpo, [Balansa u korpu]
Pensando em Mestre Bimba. [Pensandu e(i)n Mestri Bimba]
PRIEDAINIS
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13. NEGA, NEGA
Aurotius: Kim

Nega, negá, negá, ia ia
Nega, negá, negá, io iô... (se-embora nega)
Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia)
Nega, negá, negá, io iô

Ô Nega, lava o meu abada,
Hoje tem roda, tem roda na beira mar.
Vamos embora nega (=Se-embora nega)
Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia)
Nega, negá, negá, io iô (nega nega nega nega)
Nega, negá, negá, ia ia (oi nega ia ia)
Nega, negá, negá, io iô

Ô nega, traga o meu berimbau,
Hoje tem roda, meu berimbau se quebrou.
Se-embora nega
Nega, negá, negá, ia ia (nega ia ia)
Nega, negá, negá, io iô (nega nega nega nega)
Nega, negá, negá, ia ia (nega nega nega)
Nega, negá, negá, io iô

Ô nega, traga meu agogô
Hoje tem roda, o meu mestre já chegou
Se-embora nega
PRIEDAINIS

Ô nega, bate palma por favor,
Em samba de roda, pode me chamar que eu vou.
Se-embora nega
PRIEDAINIS
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14. SE FOI BIMBA
Aurotius: Mestre Museu

Ele já se foi, [Eli žia si foi(j)]
Que saudade que me dá. [Ki saudadži ki(=ė)~mi~da]
Ele ainda era menino, [Eli~aind~era mynin(u)]
Aprendeu capoeira de Angola. [Aprendeu kapueira dži Angola]
Aprendeu foi com Bentinho, [Aprendeu foij kum Benčinju]
O jogo de Angola, na Bahia, [U žiogu dži Angola, na Bai(h)ija]
Ele cresceu criando a Regional. [Eli krėseu kriandu a~ h(=r)ežionau(=l)]
PRIEDAINIS

Tinha o Dom da vadiagem, [Tčij~u~do(u) da vadžijažei(n)]
Da Angola e do batuque, [Da angol~i du batuki]
Em roda de regional com Bimba, [Em h(=r)oda dži h(=r)ežionau(=l) kom Bimba]
Não se discuti. [Nau si d(ž)iskutči]
PRIEDAINIS

Era um bom lutador [Era um bou lutadoh]
Jogava com a razão [Žiogava kou a h(=r)azau]
Dava (Tava) primeira pernada [Dava (Tava) primeira peh(=r)nada]
(Até (Que) se era) ía pro chão [Ate (Ki) s~era ija pru šiau]
Šitam posmely kas boldu, tai tiksliai taip, o kas ne – kai tiksliai sugirdesiu, perrašysiu
PRIEDAINIS

Filho de Dona Martinha, [Filjo džy Dona Mah(=r)činja]
Nasceu um fenomenal, [Naseu u(n) fenomenau(=l) ]
Morrendo lá em Goiânia, [Mohendo la~ein Gojanja]
Foi um luto nacional. [Foj um lutu nacionau(=l)]
PRIEDAINIS
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15. SEU MOÇO
Aurotius: Mestre Museu 

Eu quero ver, Seu Moço, [Eu kėru vė(r), seu mosu]
Quero ver você jogar, [Keru vė(r) vosė žioga(r)]
Quero ver seu moço, [Keru vė(r) seu mosu]
Quero ver você tocar, (quero ver) [Keru ver vosė tokar, (kėru vėr)]
Quero ver, você na roda de Bimba, [Keru vė(r), vosė na (h~r]oda dži Bimba]
Engenho Velho de Brotas, [Inžėju Velju dži Brotas ]
Onde tudo começou. [Ondži tudu komėsou]
PRIEDAINIS

Eu quero ver [Eu kėru vė ]
Tocar como Valdemar, [Toka komu valdema(r)]
A sua viola, [A sua vyjola]
Arco-íris musical. [A(h)ku-yris muzikau(=l)]
PRIEDAINIS

Seu moço eu quero ver, [Seu mos~eu kėru vė]
Um toque refinado [U(m) toki rehfinadu]
Um jogo de capoeira [U(m) žiogu dži kapueira]
Que tenha molejo e quebrado. [Ki(=ė) tenja molėž~y kėbradu]
PRIEDAINIS
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16. VELHO MESTRE
Autorius: Fábio Felício Meira (Biscoito) 

Quanta alegria, me faz lembrar, [Kuanta alegryja, mi fa(i)z lembra(h)]
Lá na Bahia Mestre Bimba eu vi jogar [La na Bahyja Mestri Bimb~e(u)vi žioga(h)]
Bentinho tocava, Bimba jogava, [Benčinju tokava, Bimba žiogava]
E(Ê) na Bahia todo mundo já cantava [Y(Ė)~na Bahyja todu mundu ž(i)a~kantava]
PRIEDAINIS

Pastinha falava, sou angoleiro, [Pasčinja falava, sou angoleiru ]
Bimba treinava com os velhos batuqueiros [Bimba treinava kom~us veljus batukeiru]
PRIEDAINIS

É o velho Mestre da tradição, [Ėu velju Mestri da tradžisau]
Bimba se foi mas ficou no coração [Bimba se~foij mas fykou nu~korasau]
PRIEDAINIS

Jogo arrochado, jogo ligeiro, [Žiog~a(h)rš(i)a(n)du, žiogu lyžeiru]
Esse é o jogo do velho mandingueiro [Esi~ė~u žiogu du velju madžingeiru]
PRIEDAINIS

Me arrepio, me faz lembrar [Mi ahepiju, mi faz lembra(h)]
Lá na Bahia Mestre Bimba eu vi jogar [La na Bahija Mestri Bimb~eu~vi žioga(h)]
PRIEDAINIS
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Mestre Museu - Capoeira Vol. 1

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1. ******
Negro não quer mais correr
Negro não quer mais sofrer feitor
Ô-ô-ô / Ô-ô-ô / Ô-ô-ô 

Ô, negro nasceu na senzala
Ficou doente sem amor
PRIEDAINIS

Ele veio do cativeiro
Na chibata do feitor
O suor que se escorreria
É sangue do trabalhador
PRIEDAINIS

Ai meu Deus o que eu faço
A imagem não se apagou
Até hoje nessa vida
A escravidão se acabou
PRIEDAINIS
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2. ******
A vida nos oferece
A vida nos oferece, Ô iaiá
Muita coisa para pensar
Se tu joga a capoeira
Sua fé com o homem está
Se é forte nesse corpo
A mente é devagar
Vá para casa o garoto
Oi cuidado para não machucar

Sou menino, sou rapaz
Sou capoeira isso tudo é que a vida nos trás
Sou menino, sou rapaz
Sou capoeira isso tudo é que a vida nos trás...
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3. FALSIDADE
Cuidado coma a falsidade
Cuidado com a falsidade, colega velho
Ela pode lhe pegar
Nem Jesus que é o rei do céu
Dela conseguiu se livrar
O filho saiu de casa
Hoje pra casa quer voltar
Capoeira é assim mesmo
Você tem que mandingar, camarada
Iê a falsidade
Iê a falsidade, camará
Iê da capoeira
Iê da capoeira, camará... 

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